O Brasil poderá deixar de exportar US$1,2 bilhão para o Iraque por causa da dívida de US$300 milhões daquele país com a construtora Mendes Júnior. As exportações incluem automóveis leves, caminhões, tratores e máquinas, entre outros produtos, e fazem parte de acordo entre os dois países firmado em dezembro do ano passado, através do sistema de troca de mercadorias por petróleo. O vice-presidente da INTERBRÁS, Hamilton Albertazzi, admitiu ontem, no Rio de Janeiro, que, se não for encontrada solução até o fim de julho, "será difícil para o Banco do Brasil conceder novos financiamentos às exportações, porque o Iraque já atingiu o limite máximo de risco político". A dívida do Iraque com o Brasil ultrapassa US$400 milhões. Além dos US$300 milhões da Mendes Júnior, aquele país deve cerca de US$80 milhões à ENGESA (fábrica de equipamentos militares) e o restante à AVIBRÁS (fábrica de mísseis) e à Geotécnica (empresa de serviços de engenharia) (JB).