EMPRESAS VÃO BRIGAR CONTRA NACIONALIZAÇÃO DO SETOR MINERAL

O presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), João Sérgio Marinho Nunes, disse ontem, em Brasilía, que as empresas de mineração passarão a concentrar em três pontos o trabalho de convencimento dos parlamentares do Congresso Constituinte: supressão do item que prevê a nacionalização do setor; alteração do artigo que diz que o bem mineral pertence à União; e elaboração de texto "mais adequado", para evitar a imperfeição técnica que privilegia os garimpeiros. Ele disse que "se a nova Constituição optar definitivamente pela nacionalização do setor mineral, o Brasil perderá a possibilidade de aumentar os investimentos no setor". "Algumas companhias estrangeiras deverão retirar-se do país", disse ele, acrescentando que o dispositivo nacionalista da Constituinte "é altamente desencorajador" para outras empresas que pensam em estabelecer-se no Brasil (JB).