EMPRESA NACIONAL SE UNE PARA INFLUIR NA CONSTITUINTE

As pequenas e médias empresas de capital nacional, responsáveis pelo lobby que conseguiu desmantelar a ofensiva do "Centrão" na votação da Ordem Econômica, voltarão a atuar no segundo turno do Congresso Constituinte, agora reunidos numa só entidade. A Câmara Brasileira das Empresas de Capital Nacional, que será fundada no próximo mês, em Brasília, para, em nome de cerca de 250 mil empresas, defender interesses opostos aos das federações e confederações. "As grandes federações representam o grande capital, aliam-se às multinacionais e, embora filiados a elas, no momento somos contra as pessoas que as dirigem", afirmou Roberto Oliveira Sá, da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais, um dos fundadores da nova entidade. Segundo ele, são os seguintes os principais pontos que serão defendidos pela entidade: empresa nacional-- manter a redação do Artigo 200, que define como empresa brasileira a constituída sob leis brasileiras e que tenha no Brasil sua sede e administração; mercado-- o grupo não admite mexer na redação do Artigo 249, que define o mercado interno como patrimônio nacional; e reserva-- manutenção da reserva de mercado para setores de ponta (informática e química fina) e estratégicos (siderurgia e armamentos) (JB).