FIESP DIZ QUE QUER MEDIAR O CONFLITO COM QUÉRCIA

O presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Mário Amato, afirmou ontem que está procurando mediar o conflito aberto entre o governador Orestes Quércia (PMDB) e o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, gerado pelo bloqueio das contas do governo paulista e de suas estatais na rede bancária pelo governo federal. O empresário disse que tem mantido contatos diários com ambos para tentar encontrar uma solução para o problema. Ele disse, no entanto, ignorar em que termos poderia ser feito um acordo para romper o impasse. O governo federal decidiu no último dia 16 bloquear, até arrecadar Cz$30,2 bilhões, as contas bancárias do governo de São Paulo e da VASP, METRÔ, DERSA, FEPASA, CESP e ELETROPAULO. A arrecadação serviria para pagar a dívida externa avalizada pelo Tesouro e vencida entre janeiro e maio, que as empresas e o estado não estavam honrando. O governo de São Paulo propõe pagar o que deve-- US$2 bilhões que vencem durante o correr deste ano (incluindo os Cz$30,3 bilhões)--, desde que a dívida do METRÔ, DERSA, VASP sejam integralmente roladas; que o montante devido pelas estatais do setor elétrico seja deduzido do suposto crédito que teria no valor de US$1,5 bilhão; que o Banco Central libere os cruzados correspondentes a um empréstimo de US$60 milhões feito pelo Sanwa Bank japonês; e que o BC entregue ao BANESPA (Banco do Estado de São Paulo) os US$373 milhões em créditos concedidos pelo banco paulista no exterior a empresas brasileiras que já quitaram suas dívidas, depositando-as no BC. Em Conceição do Mato Dentro (MG), o governador de Minas Gerais, Newton Cardoso (PMDB), disse que propôs ao presidente José Sarney, e este aceitou, que ele seja o intermediário entre os governos federal e paulista na questão do bloqueio das contas das estatais daquele estado (FSP).