As empresas de capital japonês instaladas no Brasil pretendem modificar seu perfil de atuação, para fazer frente à instabilidade da economia nacional. Para diminuir a dependência do mercado interno, planejam incrementar as exportações e diversificar tanto suas linhas de produtos, quanto os segmentos de atividade, através de projetos patrocinados pelo reinvestimento dos lucros obtidos no país. Os investimentos, neste ano, ficarão na sua maior parte restritos à manutenção da capacidade instalada. Essas tendências foram constatadas pela Japan External Trade Organization (JETRO)-- órgão do governo japonês, ligado ao Ministério da Indústria e Comércio daquele país-- através de pesquisa realizada no início do ano, junto a 192 das 432 empresas japonesas que operam no país. Esse estudo será enviado ao governo japonês para a distribuição entre as empresas daquele país interessadas em investir no exterior. "A idéia das empresas consultadas é estabelecer uma estrutura forte e menos vulnerável à instabilidade do mercado interno", disse ontem, em São Paulo, o diretor do Departamento de Economia da JETRO, Yoshiro Hokota. Segundo ele, aumentando as exportações e diversificando suas atividades e mesmo seus
15836 produtos, estas empresas estarão aproveitando estoques e capacidade
15836 instalada, diminuindo a ociosidade gerada pela retração da demanda
15836 interna (GM).