O movimento sindical está começando a articular sua estratégia para a votação no segundo turno do Congresso Constituinte. A sua atuação, no entanto, não será unificada. Sindicatos, confederações e centrais, refletindo suas divergências político-ideológicas, estudam caminhos diferentes para tentar garantir na nova Carta os pontos que entendem como fundamentais para os traabalhadores. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) que, segundo seu presidente, Jair Meneghelli, tem interesse em suprimir a unicidade sindical do novo texto, poderá optar pela reedição de cartazes com nome e foto dos parlamentares que votarem contra os pontos defendidos pela entidade, como fez durante o primeiro turno. Já a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) pretende levar a Brasília suas lideranças, na tentativa de assegurar, em contato direto com os deputados e senadores de cada estado, a manutenção dos direitos sociais e a supressão do que foi definido como propriedade rural produtiva. Através do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), 418 entidades sindicais, entre elas as nove confederações nacionais de trabalhadores, articulam a defesa do capítulo dos Direitos Sociais. Segundo o diretor-executivo da entidade, Ulysses Riedel, a pressão será exercida com maior ênfase na defesa da jornada máxima de seis horas para empresas que operam em turno ininterrupto; 120 dias de licença-maternidade; oito dias de licença-paternidade; prazo de cinco anos para prescrição das ações trabalhistas e adicional de um terço do salário nas férias (GM).