A suspensão do pagamento da URP por dois meses está gerando "um real caos" dentro da PETROBRÁS. A afirmação é do presidente da empresa, Ozires Silva. Para ele, a economia de 0,5% do faturamento que a medida pode proporcionar à estatal, "está causando um dissabor muito maior", pois estabeleceu um clima de nervosismo e amargura entre os 55 mil funcionários. Destes, cerca de 30 mil já conseguiram liminares na Justiça para o pagamento da URP. "Tem gente ganhando URP ao lado de pessoas que não estão ganhando", afirma Ozires. Ele acrescenta: "um sujeito está pagando o BNH com as correções normais, o aluguel com as correções normais, os impostos com as correções normais, está enfrentando a inflação, e depois, chega no fim do mês, ele recebe, 18%, 19% a menos. Como é que faz?". Na sua análise, não há motivos para que a PETROBRÁS-- uma empresa lucrativa, que compete no mercado-- seja incluída no programa de cortes do governo (FSP).