Na nova programação do orçamento da União deste ano existe a dotação específica para a correção mensal dos salários dos funcionários públicos através da URP (Unidade de Referência de Preços). No entanto, já há nos Ministérios da Fazenda e do Planejamento sugestões técnicas para acabar com a URP, no próximo ano. Estes estudos partem do pressuposto básico de que a União não terá condições de pagar o reajuste salarial, por falta de recursos. Estudos encaminhados pelo ministro do Trabalho, Almir Pazzianotto-- que conta com o apoio do ministro da Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente, Prisco Vianna--, sugerem a mudança da política salarial para todos os trabalhadores. Pelos projetos, o setor público reajustaria os salários de seus empregados de acordo com a evolução da receita. Os estudos mostram também uma alternativa em que o reajuste aconteceria através de uma fórmula adequada à tendência de queda real da receita tributária. Para o setor privado, prevaleceria a livre negociação (O Globo).