Os empresários paulistas querem suprimir do texto na nova Constituição os itens referentes à nacionalização. Em uma reunião realizada ontem, convocada pelo 1o. vice-presidente da FIESP-CIESP (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) e coordenador da Comissão de Acompanhamento dos Trabalhos da Constituinte dessas entidades, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, eles definiram os pontos que querem ver fora da nova Constituição. São eles: -- As seis horas de jornada máxima para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. =-- as normas definidoras dos direitos e as garantias fundamentais da Constituição que tenham aplicação imediata. =-- a decisão por parte dos trabalhadores sobre a oportunidade de greve. =-- a competência da União para a organização do abastecimento alimentar. =-- O monopólio estatal sobre os serviços de telecomunicações. =-- O monopólio estatal sobre a distribuição de gás canalizado. =-- O imposto sobre grandes fortunas. -- O adicional do imposto de renda sobre os lucros, ganhos e rendimentos do capital, que beneficia os Estados e o Distrito Federal. =-- a proteção e os benefícios que as empresas brasileiras de capital nacional poderão receber por parte do Estado. =-- as restrições ao capital estrangeiro. =-- a nacionalização da Exploração dos recursos minerais. =-- a proibição dos contratos de risco. -- A limitação das taxas de juros reais em 12% ao ano. -- A definição de que o mercado interno faz parte do patrimônio nacional; e a uniformização da jurisprudência trabalhista pelo Tribunal Superior do Trabalho (FSP).