EMPRESÁRIOS NÃO CHEGAM A POSIÇÃO COMUM SOBRE ANISTIA

Representantes dos bancos, da indústria, da agricultura e do comércio tentaram ontem, sem êxito, formar uma posição comum frente à questão da anistia que o Congresso Constituinte poderá conceder aos micro, pequenos e médios empresários endividados durante o Plano Cruzado. Reunidos sob o patrocínio da UBE (União Brasileira dos Empresários), ontem, em Brasília, os representantes de cada setor chegaram a endossar (embora não assinassem) uma nota conjunta que recomenda a adoção de "solução específica e excepcional" para o problema. Segundo a nota, "a UBE defende, como questão de princípio, no campo jurídico, o direito de propriedade e, no econômico, a iniciativa privada e seu correlato, a economia de mercado". "Coerentemente, não aceita a anistia de dívidas, independentemente do tamanho da empresa". A entidade propõe "a renegociação das dívidas, através da responsável análise das características de cada caso concreto". O presidente da CNC (Confederação Nacional do Comércio), Antônio de Oliveira Santos, que presidiu o encontro da UBE, classificou como subversão da ordem e "arrombamento da ordem jurídica" a anistia aos 10 mil servidores da União demitidos desde 1979 por terem participado de greves declaradas ilegais pelo Judiciário (FSP).