Cerca de 100 descascadores de acácias (árvore cuja casca é usada para a produção de tanino, utilizado em curtumes) eram mantidos como escravos em uma área da empresa de reflorestamento Tanagro S/A, no Município de Camaquã (RS). Os trabalhadores, contratados por uma das 12 empreiteiras locais, a Ferreira Ltda., nunca receberam nenhum pagamento em dinheiro, não tinham qualquer garantia trabalhista e muitas crianças e mulheres grávidas trabalhavam até 12 horas por dia e viviam em condições subhumanas. Essas irregularidades foram constatadas ontem por fiscais da DRT (Delegacia Regional do Trabalho), agentes da Polícia Federal, soldados da Brigada Militar e pelo autor da denúncia, o deputado estadual José Fortunatti (PT). Com o dono da empreiteira, Assis Ferreira, foram apreendidos várias armas de fogo e munição. Ele foi autuado pela DRT. A Tanagro /A determinou que as denúncias sejam rigorosamente apuradas e informou que, se confirmadas as irregularidades, o contrato com a empreiteira será cancelado e a empresa recrutará diretamente os descascadores (JB) (GM).