O presidente da UMNA (União dos Militares Não-Anistiados), advogado Lourenço Bernardino de Senna, contestou ontem, no Rio de Janeiro, os argumentos do ministro da Marinha, almirante Henrique Sabóia, contra a ampliação da anistia concedida em 1979 e 1985 aos militares cassados em 1964 e, principalmente, contra a concessão deste benefício aos marinheiros, fuzileiros navais e cabos da Aeronáutica punidos com prisão e expulsos das Forças Armadas e declarados oficialmente "mortos". "Sabóia e os outros ministros militares estão fazendo confusão proposital", disse ele, referindo-se à argumentação oficial de que a reintegração dos marinheiros e fuzileiros custaria à Marinha Cz$140 bilhões (FSP).