O governo brasileiro admitiu, nas negociações com o Comitê Assessor dos Bancos Credores, em Nova Iorque (EUA), que uma parte do empréstimo a ser liberado agora possa ser resgatado através da conversão em investimentos no país. Isto ocorreria, conforme a posição brasileira, dentro de algumas condições: seria convertido no máximo um terço dos US$5,2 bilhões da atual negociação (destinados ao pagamento de dívidas já vencidas), somente depois que se completasse um ano da assinatura do acordo e de forma parcelada a fim de não comprometer a política monetária do Brasil. Não se discutiu até agora se haveria deságio nesta operação. Os bancos-- conhecidos como credores originais pois são eles que emitem os títulos usados nos leilões de conversão-- não precisariam passar pelos leilões caso fosse adotada esta fórmula. A idéia de não comprometer a política monetária se explica porque o governo precisará emitir cruzados para cobrir o montante convertido, expandindo a base (FSP).