O prefeito de Uruguaiana (RS), Nivaldo Soares (PMDB), eleito em novembro último, por considerar seu salário muito alto (Cr$109 milhões), abrirá mão de parte dele. Há grandes contrastes em relação aos salários de prefeitos do país. Jânio Quadros, de São Paulo, ganha Cr$8,4 milhões; Saturnino Braga, do Rio de Janeiro, cerca de Cr$21 milhões; Djalma Falcão, de Maceió, receberá entre Cr$70 milhões e Cr$80 milhões; Alceu Collares, de Porto Alegre, Cr$15,9 milhões. O prefeito de Porto Velho (RO), Jerônimo Santana (PMDB), ganha Cr$40 milhões e dispensou uma assessoria especial no governo do Estado, cuja gratificação (DAS) era de Cr$11 milhões, mas sua mulher, Palmira Santana, exerce uma assessoria daquele tipo, embora nunca tenha aparecido para trabalhar. Jarbas Vasconcellos, do Recife, que estaria recebendo Cr$40 milhões se continuasse na Câmara dos Deputados, receberá Cr$16 milhões na Prefeitura. O prefeito de Curitiba (PR), Roberto Requião, ganhará Cr$39,2 milhões, importância que inclui a representação. É de Cr$14 milhões, mais Cr$7 milhões de representação, o salário ainda não reajustado do prefeito de Florianópolis (SC), Edson Andrino de Oliveira, que recebia Cr$42 milhões com deputado estadual. A maior cidade do Estado, Joinville, 235 mil habitantes, orçamento de Cr$500 bilhões para este ano, paga Cr$11,786 milhões a seu prefeito, Wittich Freitag (PMDB). Maria Fontenelle, de Fortaleza, terá seu salário corrigido este mês de Cr$12 milhões para Cr$42 milhões. Em Fortaleza, os vereadores receberão, a partir de agora, Cr$30 milhões. O prefeito de Camaçari, na Bahia, Luís Caetano (PMDB), não sabe quanto ganhará (JB).