Os trabalhadores que têm data-base em maio perderam 14,54% para a inflação, segundo estudos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos divulgados ontem, em São Paulo. Segundo a entidade, essa foi a diferença entre a variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo governo, e o Índice de Custo de Vida (ICV), com o qual o DIEESE apura a alta dos preços, no período entre maio do ano passado e abril deste ano. Quando negociaram seus reajustes salariais no mês passado, esses trabalhadores conseguiram a aplicação de 93,64% sobre os salários de abril-- o correspondente à variação do IPC (381,12%), descontados o gatilho salarial de junho do ano passado, o resíduo salarial de 2,68% e as URPs (Unidades de Referência de Preços) já concedidas. Se tivesse sido usado o ICV do DIEESE, os trabalhadores com data-base em maio receberiam 121,80% sobre os vencimentos de abril. Daí a diferença de 14,54%, "número que se tem mantido razoavelmente constante nos últimos meses", conforme o DIEESE (GM).