O Ministério da Saúde liberou a importação de 49 medicamentos, dos quais 48 fabricados por multinacionais, em cerca de 60 dias. A informação é da direção do Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro, que questiona a prioridade da medida porque pelo menos 50% dos medicamentos já têm similares de terapêutica no Brasil. Entre os produtos estão, por exemplo, sete novos antibióticos e dois antiácidos, dos quais existem "dezenas no mercado", segundo o CRF-RJ. De acordo com a direção da entidade, interesses políticos e econômicos podem ter influído nesta decisão da DIMED (Divisão Nacional de Medicamentos) "porque de 1985 a 1987 o governo liberou apenas a importação de 10 novos medicamentos". Em Brasília, a diretora da DIMED, Marta Martinez, refutou as denúncias do Conselho Regional de Farmácia do Rio de Janeiro afirmando que "os remédios liberados pela DIMED não representam exageros e não significam um trabalho descuidado". Segundo ela, "trata-se de um trabalho sobre-humano de oito técnicos da DIMED e da Comissão Nacional de Avaliação Técnica de Medicamentos (CONATEM)" (FSP).