FIESP REÚNE CONSELHO SUPERIOR DE ECONOMIA

O Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP)-- reunido ontem para analisar os reflexos do Programa de Estabilização da Economia, e a questão dos preços entre fornecedores e compradores-- concluiu que o desconto de 5,6% anunciado pelas empresas estatais, e por algumas outras do setor privado, "longe de representar uma redução, significam um aumento real sobre os preços praticados em 28 de fevereiro, e juntamente com o aumento dos salários em torno de 15%, e o congelamento da tarifas de energia elétrica pelo pico, poderão significar grande redução na margem de lucro das empresas privadas". O vive-presidente da FIESP e integrante do CSE, Paulo Francini, disse ser impossível encontrar uma fórmula única para deflacionar os preços da
1557 indústria sem provocar sérias distorções. Ele também afirmou que ""as pequenas e médias empresas correm sério risco de sucumbir diante das pressões das grandes indústrias no sentido de assumirem sozinhas a redução na margem de lucro" (O ESP).