LEÔNIDAS DIZ QUE CASSADOS NÃO TÊM DIREITO

O ministro do Exército, Leônidas Pires Gonçalves, disse ontem que não acha justo "que 140 milhões de habitantes deste país vejam a Consituinte parar na beira da estrada para tratar dos problemas desta minoria que não tem nenhum direito", referindo-se aos militares cassados por atos administrativos desde 1946. Ele disse ainda ter certeza de que a questão da anistia aos militares permanecerá como foi aprovada nas Disposições Transitóras (os textos do "Centrão" e da Comissão de Sistematização são idênticos neste ponto), porque ela não poderia ter sido "mais generosa e mais magnânima". Os projetos do "Centrão" e da Comissão de Sistematização dizem que é concedida anistia a todos os servidores públicos civis e militares que tenham sido cassados por razões políticas desde 18 de setembro de 1946. Estão asseguradas as promoções a que tinham direito se estivessem na ativa. O que os ministros militares não aceitam é a reintegração dos cassados nem o pagamento correspondente ao período em que não trabalharam (FSP).