EMPRESÁRIOS E A POLÍTICA TARIFÁRIA PARA IMPORTAÇÕES

Nesta semana deverão ser definidas as novas alíquotas de importação, objeto de negociações entre o governo e algumas entidades empresariais de classe desde o fim do ano passado. No próximo dia 7, o setor mais sensível e estratégico à abertura das importações, representado pelo SINDIMAQ (Sindicato Interestadual da Indústria de Máquinas) apresenta à CPA (Comissão de Política Aduaneira) sua proposta final de redução das alíquotas do Imposto de Importação para o setor. Este segmento industrial faz máquinas que produzem máquinas, bens intermediários, produtos de consumo, armas, barcos, aviões. Se a redução das alíquotas for excessiva, tornando acessível qualquer tipo de máquina estrangeira, a tecnologia nacional deste setor, adquirida nos últimos 30 anos, desaparecerá. Se a redução for inexpressiva, este segmento verá seus níveis de obsolescência crescerem, colocando em risco a competitividade dos produtos finais industrializados que o país exporta e, portanto, ameaçando de fracasso os objetivos da nova política industrial do governo. Estas preocupações foram apresentadas pelo SINDIMAQ. O SINDIMAQ, segundo seu presidente Luiz Carlos Delben Leite, concorda com 2/3 das alíquotas propostas pela CPA para o setor. Elas deverão manter-se nos atuais 50% ou baixar para 45%. Na prática, a maior abertura para a importação destas máquinas (agrícolas, têxteis, operatrizes para plásticos, couro e calçados, indústria gráfica, entre outros) se dará pela simples eliminação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), a partir de 1o. de julho. O que se vai discutir esta semana são as pendências sobre o terço restante das alíquotas para o setor (FSP).