MINISTRO AMEAÇA CORTAR PROGRAMAS SOCIAIS

Caso a Justiça defina como inconstitucional o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços) praticado pelo governo federal sobre o salário do funcionalismo, restarão três alternativas ao governo: atrasar os pagamentos, iniciar as demissões ou cortar os programas sociais e de investimentos. Foi isto que afirmou, ontem, em Florianópolis (SC), o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega. Segundo ele, o raciocínio mantido até o momento é de que as decisões da Justiça "não trarão dano às leis do governo", mas que o corte nos programas sociais e de investimentos, ou a demissão pura e simples, são as saídas possíveis dentro da proposta de reduzir o déficit público. "O congelamento foi criado exatamente para evitar estas medidas", afirmou o ministro da Fazenda (GM).