O presidente José Sarney reuniu ontem o comando político do governo-- 10 ministros e os líderes no Congresso-- para definir uma estrategia que garanta a manutenção do texto-base do "Centrão" nos dipositivos constitucionais que tratam da anistia aos militares. Segundo o líder do PFL na Câmara dos Deputados, José Lourenço, a orientação é garantir a aprovação do texto que concede anistia aos militares da Aeronáutica que foram expulsos da força e proibidos de trabalhar por portaria reservada do Ministério, cuja indenização será definida em lei ordinária. O líder disse que a anistia aos militares como foi concebida atende as reivindicações e compromissos assumidos pela classe política e pelo governo. O ministro das Comunicações, Antônio Carlos Magalhães, afirmou que o atual texto será mantido. Disse que aqueles que votaram a favor dos cinco anos não deverão dar apoio a outra proposta. O ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, Ronaldo Costa Couto, disse que o governo continuará acompanhando os trabalhos do Congresso Constituinte e tentará fornecer subsídios para aprimorar o texto no segundo turno de votações. Ele negou que o presidente pretenda, com a definição do mandato, promover uma reforma ministerial. Segundo o ministro, o presidente está preocupado em "arrumar a casa" para o seu sucessor. Ou seja, "estimular a retomada dos investimentos privados e consolidar a transição democrática" (FSP).