Pelo menos três dos 18 parlamentares que defendiam mandato de quatro anos e votaram em cinco anos para o presidente José Sarney admitem abertamente que mudaram de lado em troca de favores do governo para seus estados. Aluízio Bezerra (PMDB/AC) capitulou ante promessa de verbas para uma estrada que liga Acre ao Peru. Messias Soares (PMDB/RJ) está certo de que seu município, Duque de Caxias, ganhará seis quilômetros de asfalto. Acival Gomes (PMDB/SE) foi convencido de que seis projetos de obras em Sergipe dependiam de seu voto. O senador Guilherme Palmeira (PFL/AL) apresentou ao presidente José Sarney uma lista com 10 exigências, entre elas a obtenção de um canal de TV. O deputado Aécio Neves (PMDB/MG), que afirmara anteriormente que votaria pelos quatro para o presidente José Sarney mudou de idéia e lhe deu cinco anos. Segundo ele, mudou porque, como neto de Tancredo Neves "não podia colocar o processo de transição democrática em risco, o que aconteceria se houvesse eleições este ano" (JB).