Os servidores da Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro (capital), aceitaram em assembléia, ontem, a proposta de se formar uma comissão provisória para administrar e ordenar as despesas da entidade, mas exigiram alguns compromissos para garantir a sua democratização. A proposta de formação da comissão, composta por um representante dos funcionários, um da Secretaria Estadual de Saúde e um do Ministério da Saúde, foi feita pelo ministro Borges da Silveira no último dia 1o. Os funcionários querem que durante os 60 dias-- prazo previsto para a estadualização do Hospital-- não haja retaliações políticas e demissões, que seja preservada a associação de funcionários, que a comissão atue apenas estes 60 dias e que após este prazo o ex-diretor Clécio Maria Gouveia (demitido pelo ministro da Saúde), seja reimpossado. Eles exigem também uma declaração pública do ministro de que não houve corrupção na gestão da antiga direção, que se mantenha o processo democrático de eleições para diretor e que as terras da Colônia não sejam esfaceladas para fins especulativos (JB).