Com as atenções voltadas para o segundo turno de votações no Congresso Constituinte, a diretoria da ABDIB (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria de Base), entidade que congrega 100 empresas nacionais e estrangeiras, enviou, no último dia 1o., a cada um dos parlamentares, um telex no qual pede que as empresas de capital estrangeiro instalados no Brasil não sejam preteridas em relação às empresas de capital nacional no momento de receber encomendas do governo. De acordo com o parágrafo adicional do Artigo 200 do texto votado no primeiro turno, os órgãos públicos darão preferência, em suas encomendas, às "empresas nacionais". A ABDIB, em primeiro lugar, lembra que a expressão "empresa nacional" não foi definida em parte alguma do texto até agora votado. Em seguida, pede que ela seja substituída pela expressão "empresa brasileira", definida no corpo do Artigo 200 como "aquela constituída sob leis brasileiras e que tenham no país sua sede de administração". Outra preocupação da entidade é a de que, ao negar preferência em suas compras às multinacionais instaladas no país, o governo (dono da maior parte das encomendas do setor) "acabe por inviabilizar a presença dessas empresas no Brasil" (JB).