O acordo do governo brasileiro com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que deverá estar selado no final do mês de julho, contém uma série de metas para este ano, que detalham o comportamento das contas do setor público previstas pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Na conta do déficit das empresas estatais está projetado um investimento das empresas do grupo SEST (Secretaria de Controle das Empresas Estatais) correspondente a 2,94% do PIB (Produto Interno Bruto), cuja estimativa para este ano é de Cz$72,3 trilhões, inferior, portanto, aos investimentos realizados no ano passado, que atingiram 3,23% do PIB. A perspectiva é de que os investimentos das empresas estatais neste ano sofram uma redução real de 6% se comparados aos recursos de inversões realizadas no ano passado. Pelos dados fornecidos à missão do FMI, as empresas estatais apresentarão um déficit (no conceito operacional do FMI) de 0,79% do PIB, sendo que, desse total, 0,32% do PIB representa o déficit gerado pelas empresas estatais municipais e estaduais. Para o ano que vem, esse montante de déficit de 0,32% do PIB deverá desaparecer, com as empresas estaduais e municipais zerando suas contas, com equilíbrio entre receitas e despesas. As despesas totais das empresas estatais estão estimadas em 16,31% do PIB, em comparação com gastos de 18,64% do PIB no ano passado. Na confecção desses dados, a equipe do governo trabalhou com um PIB crescendo 4% neste ano, o que já é considerado um percentual superestimado, razão pela qual é mais cauteloso trabalhar com relação percentual e não com valores absolutos. No cômputo das despesas totais, a estimativa é de que os gastos com pessoal caiam de 2,38% do PIB em 1987 para 2,16% do PIB em 1988 (GM).