DOCUMENTO BRASIL-EUA APROVA A NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

O presidente José Sarney recebeu ontem as principais recomendações e conclusões da 11a. Reunião Plenária do Conselho Empresarial Brasil/EUA que terminou ontem na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília. O documento afirma que a recente política industrial anunciada pelo governo promove uma maior abertura da economia com significativa redução das barreiras ao comércio. Os empresários brasileiros e norte-americanos condenam o protecionismo e o qualificam de inimigo do sistema empresarial de livre mercado. Citam as barreiras tarifárias como sendo uma forma específica de protecionismo inaceitáveis, a menos que justificadas pelas necessidades de indústrias
15441 nascentes. O presidente da seção brasileira, Luís Eulálio de Bueno Vidigal, afirmou que a estimativa dos investimentos internacionais no Brasil devem chegar a US$3 bilhões no próximo ano. Este volume de recursos deverá entrar de forma dividida: parte em "dinheiro novo" e parte em conversão da dívida externa, provenientes de projetos "adiados e que agora começam a sair da gaveta". Os principais pontos do documento são os seguintes: protecionismo-- o protecionismo é, na maioria dos casos, inimigo do sistema empresarial de livre mercado. Barreiras não tarifárias são inaceitáveis, a menos que justificadas pelas necessidades de indústrias nascentes. Propriedade industrial-- somente com garantia de proteção efetiva ao investimento em pesquisa e desenvolvimento serão realizados os indispensáveis desenvolvimento e transferência de tecnologia. São necessários estudos mais aprofundados acerca de como os direitos e propriedade estimulam a inovação a nível de empresa. Investimentos no Brasil-- embora o período de transição política tenha criado incertezas que determinaram o adiamento de decisões de investimento, o Brasil se mantém como um ambiente promissor, em função de seu amplo mercado e de sua capacidade exportadora. A nova política industrial é um passo positivo nesse aspecto. Exportações para os EUA-- a queda no nível de desemprego e a estabilização da inflação dos EUA, aliados à redução das pressões para utilização de medidas protecionistas, prometem manter a receptividade das exportações brasileiras no mercado norte-americano (FSP).