A produção mineral brasileira, neste ano, não terá o crescimento
15440 esperado. A opinião foi dada ontem, no Rio de Janeiro, pelo presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), João Sérgio Marinho Nunes, para quem as novas regras aprovadas no Congresso Constituinte ameaçam a expansão dos projetos e a produção de bens minerais. "Se o Brasil pretende algum dia colocar em evidência esse imenso potencial mineral, que hoje praticamente permanece inexplorado, seria preciso rever o que a lei da nacionalização do minerais aprovou", afirmou ele. Com relação as votação das disposições transitórias pelo Congresso Constituinte, o presidente do IBRAM informou que os mineradores vão buscar um novo diálogo com os parlamentares que atuaram na nova lei do subsolo. "A meta é conscientizar os parlamentares de todos os partidos de que a extinção do Imposto Único sobre os Minerais e sua substituição pelo Imposto sobre Circulação de Mercadorias poderá representar um desastre para as empresas estaduais de mineração, já que irá reduzir os investimentos e o dinheiro para os projetos de pesquisa mineral", disse ele (GM).