Segundo dados da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), mesmo com os salários reajustados pela URP (Unidade de Referência de Preços), os assalariados tiveram uma perda de 10% nos primeiros cinco meses deste ano. Já para os funcionários públicos, com o congelamento da URP de abril e maio, a queda foi de 29% nestes dois meses. Mas os resultados do setor privado não incluem os ganhos de algumas categorias neste período, seja por reposição, como os metalúrgicos de São Paulo, ou por dissídio, como os professores do Rio de Janeiro. De acordo com a FIESP, mesmo assim, ainda incluindo estes ganhos, o salário real médio caiu cerca de 10%. Isto porque a capacidade de negociação dos sindicatos ficou menor, devido ao alto nível de desemprego (O Globo).