NOVA LEI DO SUBSOLO MOTIVA DIVISÃO EM COMPOSIÇÃO DA CMP

A nova lei da nacionalização do subsolo aprovada pelo Congresso Constituinte motivou uma divisão na composição da CMP (Companhia Mineira de Participações), segunda maior empresa produtora de ouro do Brasil, segundo informou ontem, no Rio de Janeiro, o empresário Antônio Dias Leite Netto, presidente da CMP. Todos os direitos dos acionistas da CMP serão resguardados com a divisão da empresa. A CMP será mantida, mas foi criada uma nova, a Companhia de Mineração do Amapá (CMA), que vai produzir este ano 2,1 toneladas de ouro, enquanto a CMP produzirá 350 quilos. A justificativa enviada à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pela direção da empresa (as ações da CMP são cotadas em bolsa) é que, por ter entre seus acionistas pessoas físicas e jurídicas estrangeiras, a empresa não poderia atuar na zona de fronteira, como estipula a lei, fiscalizada pelo Conselho de Segurança Nacional. Quem tem uma ação da CMP passa a ter o direito de receber o equivalente da CMA, explicou o empresário (GM).