Está em marcha uma articulação empresarial, visando eliminar, do texto da nova Carta, uma série de "extravagâncias" incluídas na primeira fase de votação. Ontem, em Brasilia, durante a 11a. Plenária do Conselho Empresarial Brasil/EUA, foi dada a partida na desmontagem daquilo que os empresários consideram "demagógico e eleitoreiro", segundo a conceituação dada por Luís Eulálio de Bueno Vidigal, presidente da seção brasileira do Conselho. Segundo ele, os empresários estão descontentes com os seguintes itens: redução da carga horária de trabalho de 44 horas semanais, a concessão de licença-paternidade, a liberalidade da nova legislação referente à greve e, principalmente, a aprovação de um conjunto de benefícios sociais que resultarão no aumento da carga tributária. Não estamos aqui para influenciar na Constituição do Brasil, disse Paul Oreffice, presidente da seção norte-americana do Conselho. "Por acaso, a nossa reunião está se realizando neste momento", acrescentou. Paul Oreffica disse ainda que "as restrições impostas pelos constituintes à mineração são ruins para o Brasil". Ele considerou que o Congresso Constituinte representa "um imponderável, uma influência que ainda não é definitiva". Paul Oreffice disse também que os EUA poderão adotar retaliações comerciais contra o Brasil, caso os dois países não cheguem a um acordo em relação ao registro de patentes no setor farmacêutico. Ele defendeu a articulação entre os empresários dos dois países na busca de soluções para o assunto, evitando a retaliação comercial norte-americana (JB) (FSP).