No dia 1o. de agosto a diretoria do FMI (Fundo Monetário Internacional) começa fazer a vistoria no relatório sobre a economia brasileira, elaborado pela missão do Fundo, que esteve no país durante duas semanas coletando dados. A informação foi dada ontem, em Brasília, pelo chefe da missão do FMI, Thomas Reichmann, antes de retornar aos EUA. Ele explicou que caso o relatório tenha parecer favorável, a primeira parcela de empréstimo ao Brasil será liberada imediatamente. As outras seis parcelas, que podem totalizar US$1,6 bilhão, serão liberadas em seis desembolsos, trimestrais, condicionados ao cumprimento das metas acertadas entre o governo brasileiro e a instituição. Apesar da mudança de comportamento dos técnicos da missão do FMI, o Brasil não está liberado da apresentação de uma carta de intenções, que terá de ser entregue ao "board" do Fundo com o programa econômico brasileiro. Thomas Reichmann garantiu, no entanto, que esta carta "não terá a mística e a ênfase negativa da carta de intenções". Segundo ele, o documento do governo brasileiro será apenas "um programa econômico para que o FMI possa acompanhar a execução das metas acertadas". "O Brasil vai se comprometer a cumprir todos os indicadores, que serão checados a cada três meses", afirmou ele. O chefe da missão do FMI disse ainda que as reservas internacionais do Brasil deverão fechar o ano no mesmo patamar alcançado em dezembro de 1987: US$4,43 bilhões no conceito de caixa (utilizado pelo governo brasileiro e que contabiliza somente as disponibilidades efetivas) ou US$6,79 bilhões no conceito utilizado pelo Fundo (JB) (FSP).