NÚMERO DE FAMÍLIAS QUE OCUPARAM ÁREAS PÚBLICAS AUMENTOU

Já se eleva a mais de mil o número de famílias que ocuparam cerca de 100 áreas públicas e particulares, no Rio de Janeiro (capital), desde o início deste mês. No bairro de Marechal Hermes, até áreas que o zoneamento municipal reserva à construção de calçadas e praças foram demarcadas com cordas e cartazes, por um grupo de 800 famílias que já organizaram uma comissão para "dividir os lotes". O secretário estadual de Assuntos Fundiários, Francisco Amaral, atribuiu as ocupações "à necessidade e ao oportunismo orquestrado" e condena a ausência de uma política habitacional no estado. O secretário municipal de Desenvolvimento Social, Sérgio Andréa, garante que "os invasores" não são desabrigados das chuvas, enquanto seu subsecretário, César Benjamim, critica a "desorganização da invasões". Ele disse que a presença de várias forças atuando nos movimentos de ocupação contribuíram para sua desorganização, como "grupos que colocam os moradores contra o ocupante", candidatos a vereador à caça de votos e a FAMERJ (Federação das Associações de Moradores do Estado do Rio de Janeiro), que estaria estimulando as ocupações. Segundo ele, "todos estão trabalhando contra os interesses do movimento organizado" (JB).