O Brasil cedeu a uma das exigências dos bancos credores e aceitou a conversão dos US$5,2 bilhões, que serão emprestados ao país como resultado de um novo acordo, sem deságio. Os bancos não poderão fazer a conversão deste dinheiro num prazo inferior a 12 meses, depois da assinatura do acordo, e sem ultrapassar o teto de US$50 milhões por mês. Ao longo das negociações, o governo brasileiro resistiu à proposta de conversão sem deságio alegando que os US$5,2 bilhões não representam dinheiro novo, mas refinanciamento dos juros que o país tem que pagar. A preocupação do Brasil era de que esta exceção poderia prejudicar os leilões de conversão, que estão sendo realizados. O ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, informou que a vinculação entre os acordos com os bancos e com o FMI (Fundo Monetário Internacional) não atingirá os desembolsos de US$4 bilhões acertados para este ano. Acrescentou que as negociações com os bancos credores serão reiniciadas hoje, em Nova Iorque (EUA), e que "há sinais positivos" para que se chegue a um acordo (JB).