A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) é contrária à inclusão, na nova Constituição, de normas relativas ao divórcio e ao aborto, por "questões de princípio" e por considerar que esses assuntos cabem à legislação ordinária. Isto foi o que afirmou, ontem, em São Paulo, o advogado e coordenador da Comissão Episcopal de Acompanhamento ao Congresso Constituinte, dom Cândido Padin. Segundo ele, a Igreja considera o aborto como "algo que afeta o direito à vida, essencial ao ser humano e que vigora desde o momento da concepção" (FSP).