EMPRESÁRIOS REÚNEM-SE PARA DISCUTIR NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

A liberação das importações contida na nova política industrial do governo deixou transparecer posições divergentes entre os empresários na reunião plenária da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), realizada ontem. O diretor da FIESP, Walter Sacca, disse que apóia a nova política industrial, e que a preocupação maior da entidade é a de impedir os obstáculos ao capital estrangeiro criados na primeira fase de votação do Congresso Constituinte. Durante a reunião, no entanto, Aldo Lorenzetti, outro diretor da FIESP e presidente da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Eletro-Eletrônica), fez ataques à abertura indiscriminada às importações, enfatizando que a indústria nacional elétrica pesada sucumbiria aos produtos estrangeiros do setor, altamente incentivados em seus países de origem. O vice-presidente da FIESP, Nildo Masini, defendeu durante a reunião que o governo conceda aos setores menos competitivos um prazo de dois a cinco anos para se adaptarem à liberalização da economia (FSP).