A Plenária Nacional dos Trabalhadores das Estatais e Servidores Públicos, reunindo representantes de 173 entidades de todo o país, decidiu ontem, em Brasília, pela não realização da greve nacional que antes havia sido programada para o próximo dia 25. Em lugar da greve, os trabalhadores das estatais e servidores públicos decidiram promover o "Dia Nacional de Lutas", com a realização de atos públicos, passeatas, assembléias intersindicais e distribuição de panfletos. A greve, que seria realizada como forma de protesto contra o congelamento por dois meses (abril e maio) da Unidade de Referência de Preços (URP) incidente sobre os salários do setor público, não ocorrerá, segundo as informações, por dois motivos: novos fatos-- abertura de negociações com o FMI (Fundo Monetário Internacional), a nova política industrial definida por José Sarney e a privatização das empresas estatais; e estes mesmos fatos, de acordo com as lideranças da CUT e da CGT, exigem maior reflexão e um avanço qualitativo na mobilização dos trabalhadores (FSP).