SEST DIVULGA BALANÇO DAS EMPRESAS ESTATAIS

A SEST (Secretaria Especial de Controle das Empresas Estatais) divulgou ontem o balanço do desempenho das 177 empresas estatais da área federal em 1987. No ano passado as estatais federais apresentaram um déficit de Cz$217,9 bilhões (1,77% do Produto Interno Bruto). O total de dispêndios somou Cz$2,6 trilhões (1% a menos que o aprovado pelo Congresso Nacional e 12,5% acima do resultado de 1986). As despesas com pessoal somaram Cz$293,6 bilhões (24,9% a mais do que em 1986). Os itens que mais pesaram nos gastos das empresas estatais foram despesas financeiras. As amortizações das dívidas externas somaram Cz$279,3 bilhões e as internas totalizaram Cz$119,4 bilhões. Em relação ao ano anterior, esses dispêndios cresceram 42% e 33%, respectivamente. Durante o ano passado, o número de empregados das estatais cresceu em apenas 1,5%, o que, segundo a SEST, "demonstra que o principal problema do setor não é o empreguismo, mas o salarismo". Segundo a SEST, os investimentos realizados no setor totalizaram Cz$398,1 bilhões, concentrando-se nos Grupos PETROBRÁS (Cz$111,8 bilhões), ELETROBRÁS (Cz$120,3 bilhões), SIDERBRÁS (Cz$23,9 bilhões) e Companhia Vale do Rio Doce (Cz$15,2 bilhões). O titular da SEST, Júlio Colombi, informou que a SEST deixará na próxima semana de ser subordinada ao Ministério da Fazenda para reintegrar os quadros administrativos do Ministério do Planejamento. A SEST foi agregada ao Ministério da Fazenda em março de 1987, logo após a exoneração do ministro João Sayad da SEPLAN (FSP) (GM).