Os negociadores brasileiros da dívida externa, Antônio de Pádua Seixas (do Banco Central) e Sérgio Amaral (do Ministério da Fazenda), explicaram ontem, ao regressarem dos EUA, que há divergências entre os próprios bancos credores sobre a renegociação da dívida. Segundo eles, os bancos não estão sendo capazes de apresentar uma contra-proposta conjunta ao Brasil sobre pelo menos dois itens: a vinculação entre os desembolsos de novos créditos com o cumprimento de metas negociadas como o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a cláusula de penhora, que dá aos bancos o direito de fazer o arresto dos bens e reservas brasileiras no exterior em caso de discussão judicial. Os negociadores negaram que tenha havido impasse na negociação. Os negociadores disseram que, diante das diferenças entre os banqueiros sobre determinados pontos, eles resolveram "dar uma pausa" e esperar que eles se acertem (JB).