Amílcar Lobo, segundo-tenente médico da reserva do Exército, cassado pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro por ter participado de tortura durante o regime militar, disse ontem que, "num dia de inverno de 1871", viu o general João Batista Figueireto, então chefe da Casa Civil do presidente Médici, dar orientação sobre tortura ao então coronel Coelho Netto, que era o chefe do Centro de Informações do Exército. A cena, segundo o médico, ocorreu no atual Comando Regional do Leste, no centro do Rio de Janeiro. Figueirero, conta ele, recomendou a Coelho Netto que utilizasse um bastão para violentar um preso político. "Assisti uma vez a um interrogatório em que dez minutos depois o preso acabou falando", teria afirmado Figueiredo (JB).