Há três semanas, o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, estava em Nova Iorque, onde deveria assinar um convênio com o Banco Mundial (BIRD), que se dispunha a emprestar US$109 milhões ao Brasil. O dinheiro seria aplicado pelo Ministério da Saúde num programa de combate a endemias no nordeste e à AIDS em todo o país. Simultaneamente, Borges da Silveira, ministro da Saúde, realizava viagens pela Europa. Antes de deixar o Brasil telefonou para o secretário-geral da Fazenda, Paulo César Ximenes, para certificar-se de que o convênio seria assinado. Mas Maílson da Nóbrega retornou a Brasília sem apor sua assinatura no documento do BIRD. Alegou a necessidade de conter gastos-- o programa imbutia a necessidade de contratação de 141 funcionários (FSP).