DIEESE DIVULGA ESTUDO SOBRE O NEGRO NO MERCADO DE TRABALHO

A herança étnica tornou-se um obstáculo para o negro melhorar suas
14946 condições de vida, portanto, ser preto ou pardo é um estigma seletivo
14946 para engajar-se no mercado de trabalho. Esta é uma das conclusões de um estudo realizado pelo DIEESE/SEADE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos/Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) que aponta as formas como a variável cor influencia na colocação do indivíduo no mercado de trabalho da região metropolitana de São Paulo. O levantamento indica que os negros se localizam em setores menos qualificados de atividades, ocupando posições inferiores. Registra também que a população de cor preta e parda recebe rendimentos de trabalho bem inferiores aos dos brancos. Segundo o estudo, em março deste ano, a PEA (Populaçação Economicamente Ativa) da Grande São Paulo era composta por 2.201.000 negros e 5.464.000 brancos. A população branca possui rendimentos reais 72% superiores aos dos negros. O desemprego, em que 1987 atingia a taxa média de 8,6% para os brancos, foi de 11,6% para os negros. As mulheres de cor preta ou parda, por serem do sexo feminino e negra sofrem dupla pressão, registrando taxa de desemprego de 13,9% diante de 11,9% das mulheres brancas (GM).