A greve de 48 horas do funcionalismo público e de empresas estatais contra o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços) paralisou ontem, no primeiro dia do movimento, grande parte das empresas estatais. Pararam os funcionários da PETROBRÁS, de FURNAS, da EMBRAER, da ELETROBRÁS, da CVRD (Companhia Vale do Rio Doce) e servidores das universidades federais, além da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco), do SERPRO (Serviço de Processamento de Dados) e servidores da Previdência Social. Os portuários e os petroleiros também aderiram ao movimento. A PETROBRÁS estima em Cz$10 milhões diários o prejuízo com a greve dos portuários, somente no Rio de Janeiro. Os trabalhadores nas refinarias da PETROBRÁS no Rio Grande do Sul, Paraná, São José dos Campos (SP), Cubatão (SP), Duque de Caxias (RJ) e Minas Gerais, aderiram à paralisação. O Banco do Brasil parou por duas horas e os funcionários do Banco Meridional não trabalharam. Não aderiram ao movimento os funcionários de Brasília, ferroviários, funcionários de telecomunicações e correios. A direção da PETROBRÁS solicitou intervenção do Exército nas refinarias a partir de hoje. Na REDUC (Refinaria de Duque de Caxias), a estatal impede a saída do pessoal do segundo turno desde o dia 2. Apesar das ameaças do governo, nenhuma pessoa foi demitida. Em Brasília, o comando de greve informou que a paralisação de ontem atingiu 80% dos 1,576 milhão de funcionários. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Jair Meneghelli, disse que o movimento está "excelente, superando o próprio comando" (JB) (FSP) (GM).