O diretor do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Sérgio Zendron, disse que a privatização das empresas sobre controle do banco terá como saldo um prejuízo contábil de milhões de dólares. Segundo ele, só na venda da Caraíba Metais, o prejuízo-- diferença entre o que o banco investiu na empresa e o preço de venda esperado-- chega a US$1 bilhão (cerca de Cz$136,7 bilhões). Das nove empresas que retornam ao setor privado, só duas-- a SIBRA, privatizada no início do ano com um resultado positivo para o BNDES de US$50 milhões, e a Mafersa, que será vendida em junho-- darão um lucro expressivo ao banco. Segundo o diretor do BNDES, há previsão de prejuízo contábil em relação à Companhia Brasileira de Cobre, da Companhia Siderúrgica do Nordeste, da USIMEC e da Cimetal. Nas duas restantes, Companhia de Celulose da Bahia e Companhia de Celulose e Papel, o banco espera pelo menos um empate entre o produto da venda e o que foi injetado nas empresas. O diretor do BNDES disse, no entanto, que o banco espera faturar um lucro de pelo menos US$220 milhões (cerca de Cz$30 bilhões) com a venda de sua participação acionária no capital da Aracruz Celulose (FSP).