Os funcionários públicos iniciam hoje em escala nacional greve de protesto de 48 horas contra o congelamento da URP (Unidade de Referência de Preços). O movimento promete ser mais significativo no Rio de Janeiro, onde sindicatos representando 190 mil funcionários aprovaram a paralisação em assembléias. Em Brasília, centro do funcionalismo público, não haverá greve. O presidente José Sarney autorizou as empresas estatais a demitirem os funcionários grevistas e contratar substitutos, com base na exceção prevista no Decreto 95.682, de 28 de janeiro último, que proíbe a admissão de pessoal no serviço público. O comando nacional de greve estima que 1 milhão de pessoas não trabalharão nos dias de greve. Em Duque de Caxias (RJ), a PETROBRÁS impediu a saída de empregados retidos desde à noite de ontem na Reduc (Refinaria de Duque de Caxias). Os petroleiros também decidiram aderir à paralisação (JB) (O Globo).