O Brasil inicia negociações formais com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no dia 9, em Brasília. No próximo fim de semana, chega ao país o chefe da divisão do Atlântico do FI, Thomas Reichman. Ele vem chefiando a missão de técnicos que discutirá com o governo brasileiro o programa ecnômico de ajuste que terá que ser cumprido em 18 meses para que, em troca, a instituição internacional libere um empréstimmo "stand-by" de US$700 milhões. Se ocorrer aumento de juros no mercado internacional, o país podera; obter um financiamento extra de até US$1,6 bilhão. Em Washington, o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, prometeu divulgar o plano que apresentará ao Fundo antes da chegada da missão, "para deixar claro à população que se trata de um programa feito por brasileiros e não de algo imposto" (O Globo).