De acordo com cálculos do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos), as perdas salariais desde a última data-base até primeiro de abril variam entre 17,97%, para categorias que fecharam acordo em março, e 62,29%, para quem está negociando agora em abril. De acordo com o DIEESE, o funcionalismo público, que teve a URP (Unidade de Referência de Preços) congelada por dois meses, sofrerá um "arrocho" salarial em maio de 31,69% para quem tem data-base em abril e de 67,78% para quem negociará o acordo em junho. Nos demais meses, o achatamento salarial dos funcionários públicos federais acumulado desde o último reajuste, somado à não aplicação da URP por dois meses, é o seguinte: janeiro (49,05%), fevereiro (47,43%), março (44,30%), abril (31,69%), julho (60,28%), agosto (54,71%), setembro (53,76%), outubro (53,25%), novembro (50,33%) e dezembro (49,45%) (O Globo).