O negociador oficial da dívida externa do Brasil, o diretor da Área Dívida Externa do Banco Central, Antônio de Pádua Seixas, retornou no último dia 25 a Nova Iorque (EUA), com autorização do Ministério da Fazenda para propor a troca da dívida do Brasil com os pequenos bancos por exit bonds (bônus de saída), conversíveis em Obrigações do Tesouro Nacional especiais (com cláusula cambial), que seriam negociadas internacionalmente. A expectativa do governo brasileiro é de que os pequenos bancos-- 300 a 400 instituições que detêm créditos, cada qual, de até US$20 milhões com o Brasil-- se interessem pelo mecanismo. Eles trocariam a dívida pelo bônus, podendo vendê-los a empresas multinacionais instaladas no Brasil. As empresas fariam a conversão em OTNs cambiais, beneficiando-se do deságio dos papéis brasileiros no mercado financeiro internacional, para internacionalizar o bônus, passando a negociá-lo no mercado interno. As OTNs terão prazo de resgate de 25 anos, com 10 anos de carência. O Banco Central remuneraria este título com a variação cambial, acrescida da "Libor" (O Globo).