O ministro da Agricultura, Íris Rezende, condenou ontem, em Brasília, a emenda a ser apreciada nas disposições transitórias do Congresso Constituinte que perdoa todas as dívidas dos agricultores junto às instituições financeiras. Caso a proposta seja aprovada, "a própria agricultura ficaria inviabilizada, pois significaria, já no ano que vem, um corte de Cz$500 bilhões nos financiamentos de custeio e investimento", informou o ministro. Segundo ele, com o perdão das dívidas dos agricultores, o governo teria de cobrir a diferença junto às instituições financeiras privadas e Banco do Brasil com recursos que hoje estão sendo aplicados no próprio setor (GM).