Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 70% das mulheres paulistanas que vivem em união conjugal e têm entre 15 e 44 anos usam métodos anticoncepcionais. Destas, cerca de 30% recorreram a esterilização (através da laqueadura das trompas). Com base nesses dados, o secretário de Saúde do Estado de São Paulo, José Aristodemo Pinotti, lançou ontem o "Programa de Planejamento Familiar do Estado de São Paulo". O programa visa "oferecer informação e meios para as mulheres que não querem ter filhos". O programa será dividido em três partes: treinamento dos médicos para que orientem a população sobre quais métodos existem e quais os mais indicados para cada faixa etária; veiculação na TV e no rádio de entrevistas feitas com mulheres que frequentam o Hospital da Mulher da Unicamp (Universidade de Campinas); indicar como e onde comprar (para quem pode) e doação (para quem não pode) de métodos anticoncepcionais. Será distribuída também a cartilha "Como Planejar a Família", editada pela Fundação Vitor Civita, ligada à Editora Abril (FSP).