Segundo pesquisa do DIEESE/SEADE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos/Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados), a participação da mão-de-obra feminina no mercado de trabalho da região metropolitana da Grande São Paulo cresceu entre 1985 e 1987, passando de 44,7% para 45,6%. Mas a ampliação de oportunidades não eliminou a discriminação com que o mercado absorve esse tipo de trabalhadores. Segundo a pesquisa, as mulheres inativas que passaram a fazer parte do universo de ocupados recebiam em 1987, em média, 46,5% a menos do que os homens. Ainda de acordo com a pesquisa, a defasagem era maior para as empregadas da indústria de transformação (50,2%) e atingia seu menor nível (35,4%) no setor de serviços, que absorve grande parte da mão-de-obra feminina (GM).